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Misteriosos casos de paralisia infantil em crianças fazem suspeitar do surto de um vírus semelhante ao da pólio

Misteriosos casos de paralisia infantil em crianças fazem suspeitar do surto de um vírus semelhante ao da pólio

Imagem do enterovirus D68
No ano de 2014 foi detectado nos Estados Unidos e no Canadá, um número significativo de crianças com infecções respiratórias. Os alarmes saltaram quando mais de uma centena deles apresentavam, além disso, fraqueza muscular ou paralisia.
Ainda não foi confirmado, suspeita-se que o enterovirus D68 poderia ser a causa de algumas dessas paralisia. Este tipo de agente patogénico que pertence à mesma família que o da pólio e compartilham algumas características.
Ainda assim, isso são apenas suposições, uma vez que o enterovirus não foi detectado em nenhum dos casos, o líquido cefalorraquidiano, um fluido que envolve o cérebro e a medula espinhal.
As pesquisas mais recentes adicionadas à lista de possíveis causadores um novo enterovirus, o C101, do que até agora apenas tinha conhecimento. Isso se deve ao grande avanço dos métodos de diagnóstico. Hoje em dia se usam técnicas de genética molecular e os laboratórios experientes localizam cada vez mais novos vírus, o que não significa que acabem de existir agora mesmo.
Mas, devemos nos preocupar em Portugal? A verdade é que não. Em Quo nos colocamos em contato com a doutora Cristina Calvo, Rei, Vice-presidente da Sociedade Portuguesa de doenças infecciosas Pediátrica, que assegurou que “não é um vírus particularmente repugnante”.
“Em Portugal o EV D68 circula há algum tempo e produz infecções respiratórias, como as de qualquer outro vírus, umas graves e outras mais leves. Mas todos os meninos afetados foram recuperados sem problemas, em nenhum caso foi detectado paralisia”, acrescenta.
Este tipo de germe, transmite-se através das secreções respiratórias e pelo contato com as fezes de um paciente infectado. Por isso que “a higiene das mãos é fundamental para evitar a transmissão. Em geral, as medidas habituais que são tomadas para evitar qualquer tipo de infecção como um catarro ou uma gastroenterite” esclarece a doutora.
Portugal tem uma rede de vigilância das infecções por enterovirus e em especial por vírus localizada no Centro Nacional de Virologia do Instituto Carlos III de espanha, em Lisboa. Desde o centro acabam de pedir financiamento para acompanhar não só os vírus da pólio, mas todos os enterovirus que possam causar infecções respiratórias e neurológicas no país.
O estudo contará com a participação de diversos hospitais, a nível nacional, que enviarão as amostras de pacientes com quadros suspeitos para analisar e detectar os diferentes enterovirus.
Tags: pólio e vírus.

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