A cura para as doenças genéticas?

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Chama-Se CRISPR e vem com polêmica

Chama-Se CRISPR e vem com polêmica

Imagine que existisse uma ferramenta que permitisse editar o genoma e apagar (genes), copiar (genes saudáveis) e colá-lo diretamente no DNA. As doenças genéticas desapareceriam. Agora, por um segundo, tenta conceber a idéia de que essa ferramenta de edição existe e não é obra dos cientistas, mas da natureza. E que os humanos já começou a utilizá-lo. Recorreu-Se a ela para criar macacos com mutações específicas, evitar que as células humanas sejam infectadas pelo HIV, anular um gene para criar cães hipermusculosos ou modificar o genoma de vegetais comestíveis, sem aumentar o DNA de outra espécie.
Como funciona CRISPR? Basicamente trata-se de um mecanismo de defesa de uma grande variedade de bactérias. Este foi descoberta há cerca de 30 anos, quando os peritos, ao analisar o genoma de diferentes bactérias observaram uma sequência de DNA que se repetia uma e outra vez, com sequências únicas entre cada repetição. A esta configuração a batizaram com um nome muito pouco elegante: Sem Repetições Curtas Agrupadas em Interespaciados Regulares ou CRISPR por suas siglas em inglês. Esta é uma parte do sistema de defesa das bactérias. A outra são as Cas (Proteínas Associadas a CRISPR). Cada vez que CRISPR está com DNA de um vírus, guarda-o em sua “biblioteca”, se as enzimas Cas detectam este código, aderem a ele e quebram seu DNA em duas, para evitar que se reproduza. Se CRISPR é a parte de copiar, as Cas são as encarregadas de cortar e colar as partes saudáveis.
Tudo parece muito esperançoso até aqui, qual é o problema? Há alguns meses e, pela primeira vez, uma equipe de cientistas chineses já foi utilizada, com relativo sucesso, essa técnica em embriões humanos (não viáveis). Isso abre a porta para curar doenças genéticas específicas, mesmo antes do nascimento, mas também espião em um futuro de bebês de projeto. Este trabalho foi rejeitado por Science e Nature, devido aos dilemas éticos que levanta, mas foi aceito na Protein

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